(Sergio Cruz)
Em boca fechada não entra mosca, rosca frouxa não espana, cana velha também dá garapa, capa nova também vaza, casa caiada também cai, pai amoroso é o que mais sofre, cofre aberto é o que menos atrai, sai o que acha a porta aberta, acerta mais a pior pontaria, ponte quebrada canoa aviada, viado esperto onça por perto, o incerto às vezes acerta, a certeza ainda deixa dúvidas, a dádiva não faz restrição, o restrilho não escolhe palha, o palhaço ri da própria dor, o calor emana do sorriso, o prejuízo vem do lucro, a lucubração provem do medo, o médio retém o máximo, o próximo mantém a fila, o filé contém o gosto, agosto detém a fama, a fome roteiriza o filme, o firme atemoriza o fraco, o frasco acondiciona o bálsamo, balsedo garante a sombra, sombrias lembranças impingem pavor, pivô de tragédia escapa ileso, o leso consegue o melhor lugar, o lugar-comum nem sempre é o mesmo, a esmo leva a qualquer destino, o desatino irreleva a pessoalidade, a caridade não tem rosto, o resto deixa rastro, o rasteiro restringe o espaço, o espesso sustenta o peso, o passo pede passagem, a paisagem inspira o poeta, o poente aspira o entardecer, a tardança respira o amanhecer, o amanhã amanha a alma, o almanaque distingue o destino, o destinto destinge o desafeto, o desafeito desafia o desarmado, o desamado desiste do desdizer, o desditoso desanima de querer, o querelante insiste nas quireras, a quiromante assiste o futuro, o frutuoso flutua na fartura, a fratura expõe a sofrença, o sôfrego depõe a serenidade, o sereno repõe a temperança, o tempero dispõe o sabor, o saber propõe o debate, o debacle supõe ressurgir, ressumir antepõe sinergia, sinistro sinaliza tragédia, trajetória analisa caminhos, camisinha previne plural, o sarau sublima o ócio, o fóssil libera o óleo, o olho alcança o mundo, o mando incute o terror, o terral acaricia o mar, o maracá cadencia a dança, a lança atinge a tintura, o tinto aflige as mágoas, a água não lava a detração, traição não tem perdão, perdição não tem saída, o sainte fecha a porta, o portal destaca o poster, o postal aposta na paz, a paciência atravessa o deserto, o desertor se perde no atalho, o entulho atalha a corrente, o carente escarnece a ajuda, a desnuda desdenha o pudor, o poder prioriza o mando, a mandinga embaraça a fé. E haja mosca para tantas bocas.
domingo, 29 de janeiro de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
Cronica da Semana
O céu é o limite, o sítio reduto, o fruto alimento, o elemento elementar, o elenco indispensável, o pensável discutível, o discurso descartável, o encarte necessário, o necear inoportuno, o inopinado previsto, a prévia providencial, o provérbio erudição, a erupção o auge, o augúrio o futuro, a fratura arranhão, o arranha-céu a oca, a ocasião a única, o uniforme a diferença, a deferência mínimo, o máximo o começo, um comensal o bastante, o bastardo um irmão, a irisação a cor, o coração sangue, a sangria saldo, o salto um passo, o poço covil, civil o poder, o pódio o lugar, o lufar a aragem, a miragem o real, o areal o habitat, o hábito a mania, a manha o jeito, o jato velocidade, a vela farol, a farolice verdade, a vaidade glamour, o tabu o veto, o feto a feição, a afeição o encontro, o confronto a razão, a ração o sustento, o susto um alerta, a aleta o avião, o aviário a fauna, o fauno espantalho, o paspalho feliz, o felino fera, o feral o abrigo, a briga o detalhe, o entalhe a marca, o marco a divisa, a divisão o correto, o corretivo a justiça, o ajuste a correção, a correição o êxodo, o êxito dispensável, o dispêndio ponderável, o ponderoso medido, a meditação bendita, o bendizente louvado, o lavatório disponível, o dispositivo ligado, o legado bem-vindo, o benquisto aplaudido, o aplacável aplicado, o implicado aplacável, o implante implementado, o implausível revisto, a revista censurada, o senso consciente, o consenso consignado, a consideração consoante, a consoante muda, a moda pega, o pégaso voa, o voante passa, as passadas levam, as levas lesam, o leso alisa, a lisa lava, a lavareda arde, o árdego cansa, a canção embala, a bala mata, a mata protege, a proteína engorda, o engorgido treme, o temente reza, o rézio verga, a vergasta fere, a féria rende, a renda atavia, o atavismo remonta, o remoque diverte, a divergência democratiza, o démodé estiliza, o estalido estiola, o estio esturrica, o estuque reveste, o revertério ensina, o encilhamento doma, o dom caracteriza, os caracteres identificam, a ideofobia aliena, a hiena ri, o rio vaza, o vaso quebra, o quebranto aquebranta, a cobrança avexa, a fresta clareia, a clareira descobre, os cobres cobrem, a cobra serpenteia, a serpentina fulgura, a figura reflete, a reflexão inflete, a inflação encarece, o carinho enternece, a prece salva, a salvanda esconde o ouro. E você, qual é o seu limite?
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
OS COMUNISTAS E O BANDOLEIRO SELVINO JAQUES
Eronildo Barbosa*
Ganha as batalhas políticas e outras quem consegue fazer o maior número
de alianças. Essa é uma recomendação importante. Ancorado nessa linha de
raciocínio, em 1935, por ocasião da chamada Intentona Comunista celebrou-
se uma tênue aliança política entre membros do Partido Comunista do Brasil -
PCB e o bandoleiro Selvino Jaques, que morava e agia na região de fronteira
do sul de Mato Grosso com a República do Paraguai.
O PCB estava tentando organizar um exército com o objetivo de derrubar o
governo de Getúlio Vargas e construir um projeto de cunho socialista para
o Brasil. Como muito dessa iniciativa se ancorava na figura de Luís Carlos
Prestes, tenentista dos bons, respeitado por toda tropa, surgiu a idéia de
mandar dois militantes do Rio de Janeiro para o sul de Mato Grosso com a
tarefa de entrar em contato com alguns militares do exército que conheciam e
admiravam a saga dos tenentes.
Em abril de 1925 a Coluna Prestes tinha passado pelo sul de Mato Grosso
causando boa impressão em parte da tropa aqui instalada. Houve até
uma sublevação no 17º Batalhão de Caçadores de Corumbá, comandada
pelos sargentos Aquino e Granja, em apoio aos tenentes que, vez ou outra,
enfrentava as tropas do exército comandada pelo general Klinger.
Os militantes que vieram para o estado organizar o suposto levante foram:
Rádio Maia, nascido em Mato Grosso, que depois se tornou político, jornalista
e dirigente do PCB regional, e Ruvião Agrícola provavelmente nascido na
capital de São Paulo.
O trabalho dos dois jovens comunistas, inicialmente, rendeu alguns frutos. De
acordo com (Ibanhes, Brigido. Selvino Jaques: o ultimo dos bandoleiros, 1995,
p.124) eles conseguiram o apoio de alguns oficiais do quartel do exército de
Bela Vista.
Na busca de mais parceiros eles chegaram até o bandoleiro Selvino Jaques.
Mesmo sem entender direito a missão ele topou montar uma tropa e ir à luta
contra o governo Federal. Contribuiu para isso o fato de estar brigado com
alguns fazendeiros gaúchos que tinham ligação política com Getúlio Vargas.
Era uma mudança de posição. Em 1932, na chamada Revolução
Constitucionalista, Selvino combateu ao lado das tropas leais a Getúlio.
Pegou em armas contra o pessoal que desejava criar o estado de Maracaju,
capitaneado por Vespasiano Martins.
Agora, afastado dos gaúchos, queria mostrar serviço do outro lado, com os
comunistas, que prometiam fazer uma profunda reforma agrária na região. Era
do seu interesse um pedaço de terra. Aliás, a tese da reforma agrária era um
atrativo forte para manter o pessoal entusiasmado.
Selvino juntou 300 homens em armas. Vendeu até uma boiada para sustentar
os gastos com a tropa. Só que os combates estavam demorando a se iniciar.
Não havia sintonia entre a direção nacional do PCB que deveria marcar a data
para o levante e as poucas tropas dispostas a esse sacrifício nos estados. Até
porque o serviço secreto do governo já tinha identificado o movimento. Estava
infiltrado nas hostes comunistas.
Selvino Jaques cobrou duro de Agripino Ruvião uma data para o levante. Este,
depois de consultar o PCB no Rio de Janeiro, por carta, definiu que no dia 30
de setembro o levante aconteceria. Entretanto, no dia 29, também por carta,
Agricola Ruvião foi informado para esperar um pouco mais.
O velho bandoleiro não gostou da notícia. Dispersou sua tropa, porém, antes,
conforme (Viana, Marly. Os revolucionários de 1935, 1992, p.170) aplicou uma
violenta surra em Agricola Ruvião e o entregou todo machucado, junto com os
panfletos convidando a população para o levante, ao batalhão de caçadores
do exército de Aquidauna. O comunista foi apresentado às autoridades como
um perigoso agitador político que queria subverter a ordem da região. Por isso
Selvino o prendeu.
A iniciativa de prender Agricola Ruvião se converteu numa operação de
marketing. Ele mostrou para os fazendeiros getulistas da região que continuava
defendendo o governo Federal, embora esses quisessem distância do
Selvino. Não agüentavam mais os roubos e os assassinatos perpetrados pelo
bandoleiro e seu bando.
O levante propriamente dito só aconteceu no dia 23 de novembro de 1935. Foi
um desastre. Uma coleção de erros. Os equívocos cometidos no Mato Grosso
se verificaram também nos demais estados. Não havia condições objetivas e
subjetivas para o golpe. Logo as prisões ficaram lotadas de gente em todo o
Brasil. Inclusive oficiais do quartel de Bela Vista.
O comunista Agricola Rubião conseguiu ser solto ainda no ano de 1935. Foi
ajudado por alguns militares que ali estavam presos. Seu paradeiro continua
ignorado. Ficou apenas a lembrança de uma aliança muito louca.
*Eronildo Barbosa é doutor em educação e autor do livro
Sindicalismo em Mato Grosso do Sul- 1920-1980. Email
EronildoBrasil@hotmail.com.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Cronica da Semana
(Sergio Cruz)
No outro ano quero que você tenha muita lenha para queimar, um lugar pra ficar só, um Sol ligado em seu dia, alegria sem intervalo, um cavalo arreado, um passado pra contar, uma conta pra recibar, uma receita aviada, uma escada pra subir, um subinte pra comparar, um compadre pra concordar, uma corda pra roer, um reio para bater, uma bateria para seguir, um cego para guiar, um guizo para marcar, uma marca a atingir, um tingimento pra renovar, renome para influir, influxo para criar, crias para sucedê-lo, cabelo pra pentear, ponte para atravessar, trevo para proteger, protelação para escapar, escopo para esculpir, escrúpulo para decidir, dissídio para decifrar, decíduo para não doer, doação para ser feliz, felicitações para confraternizar, confrangimento para retroverter, retroação para não encarar, encarecimento para selecionar, solecismo para corrigir, currículo para mostrar, mostarda pra temperar, têmpera para resistir, resignação para ter perdão, condão para obrar milagres, vinagre para realçar o sabor, saber para se ilustrar, lustre para brilhar, brilhantes para brindar, blindagem para deter, detetor para revelar, revanche para vingar, vinco para distinguir, dístico para identificar, idêntico para socializar, sócio para repartir, reparo para consertar, concerto para louvar, louros para encantar, desencontros para lamentar, lameiro para testar, texto para decorar, decoro para adequar, equação para igualar, gala para receber, receio para temer, tema para discutir, disco para arremessar, arremedo para enganar, engate para arrancar, arrancão para extirpar, extintor para apagar, apego para afagar, afagia para fazer economia, ecocentros para exumar a Natureza, naturalidade para conhecer a derrota, derrogação para equilibrar, equidade para julgar, jugo para desfazer, desfaçatez para passar batido, batalha para valorizar a vitória, vistoria para superar suspeitas, suspensão para corrigir o rumo, ruminação para triturar o assunto, assunção para resolver, resolução para transformar, transfixão para inocular o bem, beneficência para socorrer o próxi- mo, o máximo para que nunca falte, fausto para que todos tenham, tenaz para conter dissenções, dicernente para não cometer injustiças, injunção para infundir o melhor, maior para se superar, supera-bundante pra ninguém reclamar, em fim, vou querer pra você tudo o que você quiser para mim.
No outro ano quero que você tenha muita lenha para queimar, um lugar pra ficar só, um Sol ligado em seu dia, alegria sem intervalo, um cavalo arreado, um passado pra contar, uma conta pra recibar, uma receita aviada, uma escada pra subir, um subinte pra comparar, um compadre pra concordar, uma corda pra roer, um reio para bater, uma bateria para seguir, um cego para guiar, um guizo para marcar, uma marca a atingir, um tingimento pra renovar, renome para influir, influxo para criar, crias para sucedê-lo, cabelo pra pentear, ponte para atravessar, trevo para proteger, protelação para escapar, escopo para esculpir, escrúpulo para decidir, dissídio para decifrar, decíduo para não doer, doação para ser feliz, felicitações para confraternizar, confrangimento para retroverter, retroação para não encarar, encarecimento para selecionar, solecismo para corrigir, currículo para mostrar, mostarda pra temperar, têmpera para resistir, resignação para ter perdão, condão para obrar milagres, vinagre para realçar o sabor, saber para se ilustrar, lustre para brilhar, brilhantes para brindar, blindagem para deter, detetor para revelar, revanche para vingar, vinco para distinguir, dístico para identificar, idêntico para socializar, sócio para repartir, reparo para consertar, concerto para louvar, louros para encantar, desencontros para lamentar, lameiro para testar, texto para decorar, decoro para adequar, equação para igualar, gala para receber, receio para temer, tema para discutir, disco para arremessar, arremedo para enganar, engate para arrancar, arrancão para extirpar, extintor para apagar, apego para afagar, afagia para fazer economia, ecocentros para exumar a Natureza, naturalidade para conhecer a derrota, derrogação para equilibrar, equidade para julgar, jugo para desfazer, desfaçatez para passar batido, batalha para valorizar a vitória, vistoria para superar suspeitas, suspensão para corrigir o rumo, ruminação para triturar o assunto, assunção para resolver, resolução para transformar, transfixão para inocular o bem, beneficência para socorrer o próxi- mo, o máximo para que nunca falte, fausto para que todos tenham, tenaz para conter dissenções, dicernente para não cometer injustiças, injunção para infundir o melhor, maior para se superar, supera-bundante pra ninguém reclamar, em fim, vou querer pra você tudo o que você quiser para mim.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Crônica da Semana
(Sergio Cruz)
O castigo vem a cavalo, no embalo da vingança, na fiança da palavra, na lavra do solo infértil, no fertir da carne, no cerne da questão, no quesito honestidade, no honestar dos compromissos, na comprobação do crime, na crimeza da pena, na penumbra da razão, na razia dos tornados, no retorno dos tiranos, no tirocínio dos idiotas, na idiossincrasia dos alérgicos, na alegria dos lesos, na lesão dos hemofílicos, no ciclo da fecundação, na feculência dos flocos, nos blocos de carnaval, na carne de capivara, nas varas de caititus, no cais do porto inseguro, na segureza da sombra, nas sobras da fartura, no fartum da pocilga, no pocil da carriola, na carranca da barcaça, no abarcar dos renegados, na renegociação da paz, nas pás dos coveiros, no covil dos lobos, no lobismo da esplanada, na explanação fracassada, na fração de segundo, no secundar da resposta, na proposta indecorosa, na decoração do velório, na velocidade da ira, na iracúndia das paixões, nas lesões da consciência, na inocência dos meninos, no mínimo de coerência, na carência de carisma, na crisma do incréu, no tropel da debandada, na banda podre do bando, na bandeira da bandalha, na bandarra do bordel, nos bordejos no sereno, na serenata serena, na cera do ouvido, no voo da ave de agouro, no coro dos assombrados, na sombra da cruz na estrada, no estrado dos estranhos, nas entranhas do mistério, no mister de apoquentar, no apequenar das atitudes, na altitude do fosso, no fóssil do pensamento, no pensionar dos talentos, no talante marginal, na imaginação perversa, no verso da verdade, na verdasca do verdugo, no verdume da inveja, na invejável maldade, no malcurado abastardamento, no abastecer da cobiça, no cubículo do ódio, no pódio da preguiça, no pregustar da avareza, na variedade de medos, nos segredos revelados, no revelho contumaz, nas contumélias dos brutos, no broto do egoísmo, no eguar dos idiotas, no idolatrar ao demo, na demiurgia dos maus, nos males que vem pra bem, no bem-estar dos bandidos, na bandeja da fartura, na fagulha da coivara, na caveira do vilão, na vilania da soberba, na soberania dos sádicos, no sadomasoquismo dos maníacos, na manice dos rivais, nos rituais de magia, na imaginação dos maus, no caos da grande crise, na crisada traiçoeira. O castigo acaba de chegar on line.
O castigo vem a cavalo, no embalo da vingança, na fiança da palavra, na lavra do solo infértil, no fertir da carne, no cerne da questão, no quesito honestidade, no honestar dos compromissos, na comprobação do crime, na crimeza da pena, na penumbra da razão, na razia dos tornados, no retorno dos tiranos, no tirocínio dos idiotas, na idiossincrasia dos alérgicos, na alegria dos lesos, na lesão dos hemofílicos, no ciclo da fecundação, na feculência dos flocos, nos blocos de carnaval, na carne de capivara, nas varas de caititus, no cais do porto inseguro, na segureza da sombra, nas sobras da fartura, no fartum da pocilga, no pocil da carriola, na carranca da barcaça, no abarcar dos renegados, na renegociação da paz, nas pás dos coveiros, no covil dos lobos, no lobismo da esplanada, na explanação fracassada, na fração de segundo, no secundar da resposta, na proposta indecorosa, na decoração do velório, na velocidade da ira, na iracúndia das paixões, nas lesões da consciência, na inocência dos meninos, no mínimo de coerência, na carência de carisma, na crisma do incréu, no tropel da debandada, na banda podre do bando, na bandeira da bandalha, na bandarra do bordel, nos bordejos no sereno, na serenata serena, na cera do ouvido, no voo da ave de agouro, no coro dos assombrados, na sombra da cruz na estrada, no estrado dos estranhos, nas entranhas do mistério, no mister de apoquentar, no apequenar das atitudes, na altitude do fosso, no fóssil do pensamento, no pensionar dos talentos, no talante marginal, na imaginação perversa, no verso da verdade, na verdasca do verdugo, no verdume da inveja, na invejável maldade, no malcurado abastardamento, no abastecer da cobiça, no cubículo do ódio, no pódio da preguiça, no pregustar da avareza, na variedade de medos, nos segredos revelados, no revelho contumaz, nas contumélias dos brutos, no broto do egoísmo, no eguar dos idiotas, no idolatrar ao demo, na demiurgia dos maus, nos males que vem pra bem, no bem-estar dos bandidos, na bandeja da fartura, na fagulha da coivara, na caveira do vilão, na vilania da soberba, na soberania dos sádicos, no sadomasoquismo dos maníacos, na manice dos rivais, nos rituais de magia, na imaginação dos maus, no caos da grande crise, na crisada traiçoeira. O castigo acaba de chegar on line.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
NA TARRAQUETA, coluna de Roberto Costa
Luto – Morreu na quarta-feira (7) à noite uma das mais inteligentes cabeças de Mato Grosso do Sul: o ex-deputado federal Nelson Trad. Ele é um exemplo para os que almejam fazer política com retidão, sem mácula, proficiente.
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Herdeiros – O maior guru político nascido em Mato Grosso do Sul deixa como seguidores o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, o deputado estadual Marquinhos Trad, e deputado federal Fábio Trad, o deputado federal Luiz Henrique Mandetta e o vereador Paulo Siufi.
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Cadê o dinheiro? – Ministros estão caindo por conta de denúncias de corrupção, desvio de dinheiro público, obras superfaturadas, etc. O que o cidadão quer saber é se, além da prisão (?), o dinheiro “surrupiado” será devolvido aos cofres públicos!
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Mão de obra I – O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública na Justiça Federal solicitando a construção, pela União, de um Presídio Federal para Corruptos. Teremos que importar trabalhadores da construção civil?
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Mão de obra II – Em se autorizando a construção de inúmeros presídios para manter os corruptos atrás das grades, quem é que será o responsável pela fiscalização da obra? E quem é que vai fiscalizar o fiscalizador?
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Crack – A melhor forma de combater o tráfico não é promover a recuperação do viciado? Em sendo afirmativa, gostaria que alguém deixasse bem claro aonde que o governo federal irá investir os quatro bilhões anunciados para combater o crack!
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Love – O PT (Partido dos Trabalhadores) não diverge mais da vontade da maioria dos eleitores e da manifestação do prefeito Ruiter Cunha de Oliveira de consagrarem nas urnas o nome do deputado estadual Paulo Duarte.
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Modernidade – Antes ele puxava a espada e bradava: “Eu tenho a força!”. Hoje, se a turma do deixa disso não interviesse, ele teria sacado o “berro” e gritado a todo pulmão: “Eu preciso de um advogado!”
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Turbinar – O presidente nacional do PSD (Partido Social Democrata), prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, anunciou que estará em Campo Grande para reforçar a candidatura do jornalista Antonio João Hugo Rodrigues a Prefeitura da Capital.
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Fratura exposta – O Hospital do Trauma continua precisando de dinheiro – muita grana, diga-se de passagem – para sua conclusão. Como os quatro milhões prometidos pela Assembleia Legislativa foram “palavras ao vento”...
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Poder da FIFA I - A Comissão Especial sobre o Consumo de Bebidas Alcoólicas aprovou uma moção de repúdio à liberação da venda de bebidas alcoólicas em estádios, durante a realização da Copa do Mundo de 2014.
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Poder da FIFA II - A nota foi votada nessa quarta-feira ao final de audiência pública na qual os deputados ouviram o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que explicou as ações do governo federal no combate ao álcool, ao crack e a outras drogas.
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Voltaire – “Para que discutir com os homens que não se rendem às verdades mais evidentes? Não são homens, são pedras. Tenho um instinto para amar a verdade; mas é apenas um instinto.”
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Crônica da Semana
(Sergio Cruz)
Pimenta nos olhos é refresco, refri no copo é remédio, tédio no corpo é saúde, saudade no canto é doce, docetismo no templo é fé, febre é sinal de cura, cora no rosto é anuência, falência é começar de novo, novilúnio no céu é escuridão, a escória no poder é pura, o pueril na idade é velho, a velhacaria nos negócios vale, a valeta na estrada é via, o viado na mata é fera, o férreo temperado cede, a sede saciada aumenta, o aumento diminui o salário, o salafrário aumenta o cacife, o cacique perde a vida, a vidraça perde a vista, o visto perde o prazo, o aprazível fica sem cor, o coração desconhece, o desconhecido cumprimenta, cumpre o comprador, o comprido descomprime, o comprimido sara, o saravá saúda, a saída é estreita, a estréia é nervosa, a nervura sustenta, o susto desperta, o esperto alcança, cansa o senil, sinaliza o farol, o faro pressente, a pressa apressa, o apresso oprime, o opróbio deprime, a depredação arruina, a arrulho adormece, o adorno enleva, o enleio deleita, o deletério deleta, o desleixo derrota, o derrogue anula, o anelo aniquila, o iníquo perverte, o pérvio permite, o permissivo promete, o promíscuo acomete, o acomodado dorme, o uniforme iguala, o igualismo desiguala, os desígnios designam, o design formata, o informativo retrata, o retraso prolonga, o prolóquio ensina, a sina comina, o cominho tempera, a têmpera domina, o domingo descansa, o descante inebria, o ébrio sacia, o saci salta, o salteado pula, o pulão obedece, o obelisco marca, o marciano migra, a migalha engorda, o engodo engana, a gana empanzina, a resina inflama, o inflável voa, o avoado zoa, o zodíaco gira, o girassol germina, o germicida elimina, a iluminação clareia, o clarim alardeia, o alargado comporta, a compostagem fermenta, a fermença salva, a salvaguarda imuniza, a imundícia macula, o maculo alivia, leviandade se releva, o reles se recicla, o recidivo importuna, o importe pouco importa, o imposto impinge, o ímpio duvida, a dúvida persiste, o persignado teme, o creme cromatiza, a camisa sua, o suasório convence, o convencional confere, o confeito adoça, a adoção assume, o assunto interessa, a pressa pressiona, o preço impressiona, o presságio pressente, o presente amanhece, o amanho engravida, a gravidade atrai, o traidor distrai, o distraído cai. E haja pimenta.
Pimenta nos olhos é refresco, refri no copo é remédio, tédio no corpo é saúde, saudade no canto é doce, docetismo no templo é fé, febre é sinal de cura, cora no rosto é anuência, falência é começar de novo, novilúnio no céu é escuridão, a escória no poder é pura, o pueril na idade é velho, a velhacaria nos negócios vale, a valeta na estrada é via, o viado na mata é fera, o férreo temperado cede, a sede saciada aumenta, o aumento diminui o salário, o salafrário aumenta o cacife, o cacique perde a vida, a vidraça perde a vista, o visto perde o prazo, o aprazível fica sem cor, o coração desconhece, o desconhecido cumprimenta, cumpre o comprador, o comprido descomprime, o comprimido sara, o saravá saúda, a saída é estreita, a estréia é nervosa, a nervura sustenta, o susto desperta, o esperto alcança, cansa o senil, sinaliza o farol, o faro pressente, a pressa apressa, o apresso oprime, o opróbio deprime, a depredação arruina, a arrulho adormece, o adorno enleva, o enleio deleita, o deletério deleta, o desleixo derrota, o derrogue anula, o anelo aniquila, o iníquo perverte, o pérvio permite, o permissivo promete, o promíscuo acomete, o acomodado dorme, o uniforme iguala, o igualismo desiguala, os desígnios designam, o design formata, o informativo retrata, o retraso prolonga, o prolóquio ensina, a sina comina, o cominho tempera, a têmpera domina, o domingo descansa, o descante inebria, o ébrio sacia, o saci salta, o salteado pula, o pulão obedece, o obelisco marca, o marciano migra, a migalha engorda, o engodo engana, a gana empanzina, a resina inflama, o inflável voa, o avoado zoa, o zodíaco gira, o girassol germina, o germicida elimina, a iluminação clareia, o clarim alardeia, o alargado comporta, a compostagem fermenta, a fermença salva, a salvaguarda imuniza, a imundícia macula, o maculo alivia, leviandade se releva, o reles se recicla, o recidivo importuna, o importe pouco importa, o imposto impinge, o ímpio duvida, a dúvida persiste, o persignado teme, o creme cromatiza, a camisa sua, o suasório convence, o convencional confere, o confeito adoça, a adoção assume, o assunto interessa, a pressa pressiona, o preço impressiona, o presságio pressente, o presente amanhece, o amanho engravida, a gravidade atrai, o traidor distrai, o distraído cai. E haja pimenta.
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